Arqueólogos descobrem estátua atribuída ao faraó que teria desafiado Moisés no Êxodo
- Terca-Feira, 05 Maio 2026
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Arqueólogos no Egito anunciaram a descoberta de uma enorme estátua que, segundo especialistas, representa o faraó Ramsés II, frequentemente associado ao relato do Livro de Êxodo no Antigo Testamento.A estátua foi encontrada no sítio arqueológico de Tel Pharaoh, localizado na região central de Husseiniya, na província de Sharqia, no Delta do Nilo, a nordeste do Cairo. A descoberta foi divulgada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito em 22 de abril.Segundo as autoridades, trata-se de uma peça considerada “notável” pelo seu tamanho, com peso estimado entre 5 e 6 toneladas e mais de 2 metros de comprimento.Estátua de 5 a 6 toneladas e mais de 2 metros de comprimento atribuída a Ramsés II. (Foto: Ministério do Turismo e Antiguidades)Apesar da relevância, a estátua apresenta danos significativos, estando em um “estado de conservação relativamente precário”, com ausência das pernas e da base.Ainda assim, os especialistas apontam que o artefato é “provavelmente representando o Rei Ramsés II”, um dos mais poderosos governantes do Egito durante o período do Novo Império.Nascido em 1303 a.C., ele é frequentemente citado por estudiosos como possível faraó mencionado no livro bíblico do Êxodo – embora o texto não cite nomes diretamente – e considerado um dos governantes egípcios mais influentes e poderosos do período do Novo Império.De acordo com a tradição, Ramsés II teria resistido aos pedidos de Moisés para libertar o povo hebreu, o que teria resultado nas conhecidas pragas do Egito. O faraó morreu em 1213 a.C.Reprodução da pintura de Ramsés II. (Imagem ilustrativa gerada por IA)O pesquisador Mohamed Abdel Badie, do departamento de antiguidades do Egito, explicou que há indícios de que a estátua tenha sido deslocada ainda na antiguidade.“Estudos preliminares indicam que a estátua foi transportada na antiguidade da cidade de Pi-Ramesses para o sítio de Tel Pharaoh, conhecido na antiguidade como 'Imet', para ser reutilizada em um dos complexos religiosos, refletindo a importância religiosa e histórica do local em diferentes períodos”, afirmou.O comunicado oficial também destacou o valor histórico do achado, classificando-o como “uma das importantes peças arqueológicas que lançam luz sobre aspectos da atividade religiosa e real na região leste do Delta”.Após a descoberta, a peça foi retirada do local para preservação. “Como parte dos esforços para preservar essa descoberta, a estátua foi imediatamente transferida, após sua descoberta, do interior do complexo do templo para o depósito do museu na área de San El-Hagar”, informou o ministério.Segundo o órgão, a remoção visa preparar a peça para intervenções técnicas.A medida foi adotada “em preparação para o início de trabalhos de restauração precisos e urgentes, de acordo com os mais altos padrões científicos seguidos na conservação e preservação de antiguidades”.A descoberta integra uma série recente de achados arqueológicos no Egito. No fim de março, autoridades anunciaram a identificação de oito raros rolos de papiro com cerca de 3 mil anos, cujo conteúdo ainda não foi revelado.Outro destaque foi a revelação das ruínas de um complexo religioso no norte do Sinai, em uma área frequentemente associada a cidades mencionadas no Antigo Testamento, ampliando o interesse acadêmico e histórico na região.







