Cristão morre envenenado por parentes após se converter, na Somália
- Quarta-Feira, 22 Julho 2026
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Um homem de 42 anos morreu após ser envenenado por parentes muçulmanos na Somalilândia, depois que a família descobriu que ele havia aceitado Jesus. A Somalilândia, oficialmente chamada República da Somalilândia, faz parte oficialmente da Somália, mas declarou sua independência de forma unilateral em 1991. Desde então, a região funciona como um território autônomo, embora ainda não seja reconhecida internacionalmente como um país independente.Na região, abandonar o islamismo pode ser punido com a morte. Por isso, Sharif Ali mantinha sua fé em segredo.Pai de cinco filhos, ele aceitou Jesus em abril após um período de busca espiritual e contato com cristãos que seguem Jesus de forma secreta.No entanto, alguns familiares começaram a desconfiar de sua conversão ao perceberem que ele recebia visitas frequentes e deixou de participar das orações na mesquita.AssassinatoNo dia 5 de julho, os parentes muçulmanos o convidaram para uma reunião de família. Durante o encontro, eles o questionaram sobre sua ausência na mesquita e disseram que vizinhos haviam ouvido louvores em sua casa.“Ali optou por não responder às acusações, permanecendo em silêncio durante todo o interrogatório”, disse um líder cristão ao Morning Star News. Depois da refeição em família, ele voltou para casa. Porém, na mesma noite, começou a passar mal e sua esposa o levou ao hospital.Segundo o Morning Star News, enquanto estava internado, Sharif recebeu a visita de um líder de uma igreja clandestina e declarou:“Por favor, aproxime-se de mim, não quero falar alto. Lamento não ter confessado abertamente minha fé em Issa [Jesus] como meu Salvador pessoal. Se eu morrer, me alegrarei porque acreditei em Issa”.No dia 7 de julho, Sharif faleceu. Cristãos da região afirmaram que ele foi envenenado durante a reunião de família. Ele deixou a esposa e cinco filhos, de 17, 14, 9, 6 e 4 anos.Exemplo de féCristãos locais disseram que Sharif era conhecido por respeitar os seguidores de Jesus, mesmo antes de sua conversão.Segundo eles, Sharif costumava dizer: "Os cristãos não são pessoas más. Alguns crentes de outros países têm ajudado o nosso povo. Se alguns dos nossos se tornarem amigos deles, não devemos maltratá-los nem odiá-los".Sharif também costumava receber cristãos perseguidos em sua casa, oferecendo refeições, apoio e encorajamento, mesmo sabendo dos riscos.“Sua casa se tornou um lugar onde os cristãos podiam fazer amizade em um ambiente onde muitos viviam com medo de rejeição e perseguição”, relembrou um cristão.E um líder acrescentou: “Respeitamos sua fé em Jesus e sua vida de serviço. Recebemos muitos presentes dele e experimentamos sua generosa hospitalidade. Que ele descanse em paz com o Deus vivo por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”.Os cristãos da região disseram que seguem orando pela família de Sharif e pelos demais convertidos que vivem a fé em segredo na Somália.A Somália ficou em 2º lugar na Lista Mundial de Vigilância de 2026 da missão Portas Abertas, que classifica os 50 países onde é mais difícil ser cristão.







