Cristãos devem ir a casamento LGBT? Pastores respondem
- Sexta-Feira, 16 Janeiro 2026
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Muitos cristãos têm dúvidas se devem ir ou não a um casamento homoafetivo quando forem convidados.Em vídeo no Instagram, o pastor David Riker, que palestra sobre sexualidade bíblica e relacionamento, falou sua opinião sobre o assunto.Para o teólogo, o cristão pode ser amigo e conviver com pessoas homossexuais, porém comparecer a um casamento homoafetivo tem um significado maior.“Nós podemos ser amigos. É o seu filho, seu pai, seu parente, seu melhor amigo: você pode ter relacionamento com essa pessoa, pode ir a aniversário, ele pode ir na sua casa. No entanto, ir a um casamento é uma coisa muito séria”, afirmou Riker.“Quando você testemunha do Evangelho para essas pessoas, você deve manter a amizade, mas também deve deixar claro as suas crenças profundas. Para mim, um cristão não deve ir a um casamento homossexual”.Significado bíblico de participar de um casamentoO pastor explicou o significado bíblico de participar de um casamento. “Para a Bíblia, ir a um casamento tem dois significados. O primeiro, celebrar, e o segundo, testemunhar. Para quem tem a consciência refém das Escrituras, não é possível celebrar o que está acontecendo ali, não é possível ser testemunha disso”, defendeu.David Riker ponderou que os cristãos devem respeitar as escolhas de vidas de pessoas homossexuais, mas não precisam ir ao seus casamentos.“Você deve respeitar essas pessoas, elas não são obrigadas a crer na Bíblia, você não deve forçar nada a ninguém. No entanto, participar dessa cerimônia, no meu entendimento, não convém aos cristãos”, finalizou ele. Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por David Riker | Teologia, sexualidade e relacionamentos (@david_riker)Decidindo em oraçãoJá para o pastor Josué Gonçalves, que lidera um ministério que ajuda famílias e matrimônios, ir ou não a um casamento homoafetivo é uma escolha pessoal do cristão, que deve ser feita em oração.“As Escrituras não aprovam a prática homossexual, porém a mesma Bíblia nos chama a amar, honrar e tratar com dignidade. Jesus nunca relativizou o pecado, mas também nunca deixou de amar o pecador”, declarou ele, em vídeo nas redes sociais.Segundo o pastor, estar presente na cerimônia não significa aprovar o relacionamento homoafetivo.“Aqui está a distinção madura: aprovação moral é uma coisa, presença relacional é outra. Ir ou não ir ao casamento não define automaticamente sua fidelidade a Deus. O que define é a consciência diante do Senhor. Romanos 14 diz que cada um esteja plenamente convicto em sua própria mente. Então, a decisão deve ser tomada em oração, sem medo e sem culpa”, comentou.Se posicionando com amorJosué Gonçalves aconselhou os cristãos a se posicionarem com amor, mas não romperem relacionamentos com amigos e parentes homossexuais.“É importante conversar com o amor: ‘Eu te amo, mas tenho convicções que preciso respeitar’. Uma verdade pastoral importante: o Evangelho se comunica mais pela postura do que pelo protesto”, observou.E ensinou: “Rompimentos raramente transformam, relacionamentos preservados mantêm pontes abertas. Viver a fé cristã é caminhar entre verdade e graça. Jesus fez isso perfeitamente e Ele nos chama a fazer o mesmo”. Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por Pr. Josué Gonçalves (@prjosuegoncalves)







