Dois cristãos são libertados da prisão após anos de trabalho forçado no Irã
- Quinta-Feira, 11 Junho 2026
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Dois cristãos, membros de igrejas domésticas, foram libertados da prisão no Irã, após cumprirem suas sentenças.Segundo o Article 18, organização que monitora a perseguição, Ahmad Sarparast e Ayoob Poor-Rezazadeh foram soltos em maio.Eles foram detidos em setembro de 2021, junto com outro cristão, Morteza Mashoodkari, enquanto participavam de um culto doméstico, na cidade de Rasht, onde a igreja subterrânea é fortemente perseguida. Oficiais de inteligência invadiram a casa por volta das 22h e levaram os três crentes.Os cristãos foram acusados de "envolvimento em propaganda desviante contrária à sagrada religião do Islã" e "conexões com líderes estrangeiros" e cada um foi condenado a cinco anos de prisão, em 2022.Mais tarde, a sentença de Morteza Mashoodkari foi reduzida pela metade e ele foi libertado em dezembro de 2024.Trabalho forçadoJá Ahmad e Ayoob foram libertados da Prisão de Lakan para cumprir o restante de suas sentenças em "regime aberto", quando os detentos podem permanecer fora da prisão, mas passam por trabalho forçado.Nos dois anos e meio seguintes, os cristãos foram obrigados a trabalhar em fábricas locais, sem remuneração.Até que foram libertados em maio e as autoridades informaram que suas sentenças estavam concluídas. No total, Ahmad e Ayoob enfrentaram mais de um ano e meio de prisão e suportaram dois anos e meio de trabalho forçado.Ahmad, Ayoob e Morteza estavam entre os primeiros membros de igrejas domésticas a serem condenados sob as emendas de 2021 ao Artigo 500 do código penal islâmico no Irã.Durante sua defesa, eles afirmam que eram "apenas cristãos adorando segundo a Bíblia" e que "não haviam se envolvido em nenhuma propaganda contra o regime ou qualquer ação contra a segurança nacional".Perseguição no IrãO Irã é um país predominante muçulmano e o governo islâmico persegue os cristãos, proibindo igrejas, Bíblias e evangelismo. Líderes e cristãos descobertos podem enfrentar prisão e tortura, principalmente se deixaram o Islã para seguir a Cristo, já que renunciar ao islamismo é proibido pela Sharia (lei islâmica).Apesar da forte perseguição, a igreja secreta continua crescendo no país, segundo um relatório do Article 18.O Irã ocupa a 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.







