Rio Grande do Sul é estado menos evangelizado do país, avalia pastor

  • Quinta-Feira, 13 Agosto 2026
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Rio Grande do Sul é estado menos evangelizado do país, avalia pastor

Há 35 anos no ministério pastoral, Sandro Fontoura, líder da missão SMG (Sul, Missões e Graça), tem chamado a atenção da Igreja brasileira para os desafios da evangelização no Rio Grande do Sul.Em um vídeo, ele afirmou que o estado é um dos menos evangelizados do país:“O Rio Grande do Sul é o estado menos evangelizado hoje no Brasil, nós temos 497 municípios. Dos 497 municípios que nós temos, a igreja não tem 400 mil crentes no nosso estado”, disse o pastor.   Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por Petrus News (@petrusnews)Sandro também demonstrou preocupação com o cenário religioso do estado e defendeu maior envolvimento das igrejas em evangelização.Segundo o Censo, o estado possui proporcionalmente a maior presença de adeptos de Umbanda, Candomblé e outras religiões de matriz africana do Brasil: 3,2% da população com 10 anos ou mais.O pastor também citou a construção de uma “igreja” dedicada a Lúcifer em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo informou, em poucos meses o local conta com mais de 300 membros.Ele também mencionou uma proposta apresentada na Câmara Municipal para reconhecer Porto Alegre como “Cidade da Umbanda”.O projeto começou a tramitar em 2026 e também prevê o reconhecimento da Umbanda como patrimônio histórico, cultural e imaterial do município.“Nós temos o maior público de ateus praticantes da América Latina, que era Montevidéu no Uruguai e hoje é o nosso estado. Pessoas que pregam a inexistência de Deus e combatem aqueles que defendem a sua fé cristã”, relatou.Dentre as tragédias, o pastor citou ainda o desaparecimento de crianças.“Vocês vão pasmar com o número de crianças desaparecidas no nosso estado”, disse, incentivando as pessoas a pesquisarem os dados na internet.Um estado marcado pela tragédiaApós falar sobre o cenário espiritual do Rio Grande do Sul, que considera desafiador para a evangelização, Sandro relembrou tragédias que marcaram o estado.“Na contrapartida [da realidade espiritual], as maiores tragédias naturais do Brasil, parece que tudo parte do nosso estado”, disse.Ele mencionou as enchentes históricas que atingiram o estado em 2024.Segundo dados da Defesa Civil, 478 dos 497 municípios gaúchos foram afetados e cerca de 2,4 milhões de pessoas sofreram os impactos da tragédia. Centenas de milhares precisaram deixar suas casas.O pastor também recordou outros eventos trágicos que marcaram a história gaúcha, como o incêndio da Boate Kiss, ocorrido em Santa Maria, em 2013, que deixou 242 mortos, e o voo TAM 3054, que partiu de Porto Alegre e sofreu um acidente ao pousar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em 2007, deixando 199 mortos.Ao citar esses acontecimentos, Sandro apresentou sua interpretação espiritual sobre o momento vivido pelo estado e ressaltou a necessidade de mobilização da Igreja.Para ele, porém, a resposta não deve permanecer apenas nos púlpitos.Resgate e restauraçãoAtuando diretamente entre pessoas em situação de rua, ele defende uma presença cristã mais intensa fora dos templos e afirma que os cristãos precisam voltar a ocupar as ruas com o Evangelho.“Eu abri uma igreja debaixo de um viaduto da Conceição, na capital, em Porto Alegre, atendendo moradores de rua. Realizei esse ano que passou o primeiro congresso de missões do Brasil para moradores de rua. E em onze meses de trabalho, nós tiramos 284 pessoas das ruas e mais de 440 pessoas nós devolvemos às suas famílias, ao convívio social, ao ambiente da liberdade e da libertação”, contou, defendendo que a igreja precisa ocupar as ruas.“O diabo tomou as ruas, a igreja acomodou e simplesmente ficamos olhando de longe as coisas acontecerem”, declarou Sandro, dizendo que declarou “que quem manda agora nas ruas do estado do Rio Grande do Sul não é mais Satanás. Agora as ruas ganharam pastores.”Em entrevista anterior ao Guiame, Sandro afirmou que o movimento nas ruas se transformou em uma espécie de “avivamento debaixo da ponte”, com conversões, reconciliações familiares e pessoas deixando as ruas.Campo missionárioO avanço da população em situação de rua é um dos desafios enfrentados pela capital gaúcha. Dados oficiais apontaram aumento de 14,88% após as enchentes de 2024: o número de pessoas cadastradas nessa condição passou de 4.549, em abril de 2024, para 5.226 em fevereiro de 2025.Já um levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, com dados do Cadastro Único referentes a dezembro de 2025, identificou 16.359 pessoas nessa condição no Rio Grande do Sul.Para Sandro, esses números representam também um campo missionário que precisa receber maior atenção das igrejas.A experiência no Viaduto da Conceição se tornou um exemplo da estratégia defendida pelo pastor: ir até onde estão as pessoas que dificilmente entrariam espontaneamente em uma igreja.“Agora as ruas ganharam pastores e nós vamos tomar o território que o diabo levou de nós”, afirmou.

FONTE: http://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/rio-grande-do-sul-e-estado-menos-evangelizado-do-pais-avalia-pastor.html
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